Violento
Acordes louros na última coxia
Tingidos de cupins roxos, azedos e experientes
Dormem próprios os sonhos,
bexigas liquefeitas em nuvens de pregos,
Enquanto cinge o nylon nulo.
Acordes louros na última coxia
Tingidos de cupins roxos, azedos e experientes
Dormem próprios os sonhos,
bexigas liquefeitas em nuvens de pregos,
Enquanto cinge o nylon nulo.
Silêncio opulento, que oprime minha rebelião
De sistemas tão nervosos, meu cérebro em ebulição
Foge o álcool da minha pele, como chorinhos brasileiros
Eu perdi a consciência de tanto fingir pensar.
Será que se suprime esse nós com a mágica das rendeiras,
que destituem as amarras dos novelos?
Será que essa dor se esquiva, como faz o pugilista,
o piloto no risco da pista?
Quem sabe numa quinta-feira,
felicidade de toda semana,
Depois que meu corpo te cheira
nossas bocas se amam.
Se esse sonho
não sonhasse
Tão vazias essas linhas.
Sonho bom
Sem compromisso
Só afirma quem eu sou.
Da mulher admirada, musa de cada palavra,
Quero só poder sonhar
E com essas poesias
O meu mundo extravasar.
Sei que as coisas sempre mudam
Sei que a noite pode entrar,
Sei, não há verso melhor
Que todo dia te amar.